O que andamos a fazer...



O MITO E O GRITO


Aquela estátua equestre, arrancada aos bocados para Lisboa, está na base desta peça.
A outrora chamada Ilha do Marco, agora Ilha do Corvo, guardou-a durante muitos Invernos. Tal achado, segundo Joaquim Fernandes no seu romance “ O Cavaleiro da Ilha do Corvo” (Círculo de Leitores), seria capaz de mudar a história dos descobrimentos.
Fascinante.
Álvaro Romano, autor desta peça, estreitou, ou alargou, esta tese, até à vivência dos tempos tenebrosos do final do Sec. XVII e aí situou uma trama tecida com factos históricos, pontificados pelo domínio do reino de Portugal, sobre a população das ilhas açorianas.
Não obstante estes condimentos, O Mito e o Grito, não é uma peça do passado.
Se o Mito mal se vislumbra por entre a bruma das ilhas, O Grito esse, é um ai de hoje, de agora, e talvez o profundo suspiro de amanhã. Mas urgente.
Sete actores, uma dezena de figurantes, cenários tridimensionais, multimédia e muito trabalho e emoção, partilhado com a Solidaried'Arte, os nossos parceiros nesta peça, e que iremos mostrar dia 23 de Setembro, num espectáculo que tem o apoio da Direcção Regional da Cultura.
Estão os actores e outros intervenientes convidados a aqui escrever a sua experiência. Espero que o façam, com o mesmo entusiasmo e dedicação que emprestam à criação dos seus personagens.
Enquanto não os lemos, fiquemos com uma ideia dos perfis de cada um.


Plínio- É água de cascata. Aparece turbulenta, cai porque tem que cair e desaparece como chegou.

Zamir- Muçulmano marroquino. A cristandade pretendeu abraça-lo, mas conduziu-o à pirataria.

Beatriz- Perdida no labirinto das convenções, sofre mas encontra a saída.

Pêro Tomás - Ordena obedecendo. E basta.

Padre Salústio – Votos sagrados, que se confundem com as conveniências.


Rapaz - Conveniências que se confundem com votos sagrados.

População da Ilha do Marco – Que descanse na Paz.






O elenco de 
O Mito e o Grito




Fernando Franco

 O Teatro tem destas coisas.
Como é que um actor com deficiência visual, consegue ver as velas do navio que o Pêro Tomás de bom olho, não vislumbra?

No papel de Plínio, carregado destes e de outros mistérios, o Fernando vê-os todos, “ainda que a luz do sol os ofusque”.








Carlos Marques
Não se fiem nas aparências, ele vai ser Zamir, um pirata marroquino.
A maquilhagem fará o seu trabalho. O talento do Carlos o resto..



                   Ana Mota

O papel de Beatriz vai ser responsável se lhe aparecerem cabelos brancos.
Tem que chorar  muito e para quem tem uma natural aptidão para chorar, mas de rir, a tarefa não é brinquedo, mas para quem tem talento... 


Leonardo de Sousa

O papel de Pêro Tomás, assenta-lhe como uma luva em todos os aspectos,  Disciplina, vocação à causa... (teatral) e profissionalismo.
A maior dificuldade do Leonardo é “ver os navios do Plínio”.
Ele que explique!


Roberto Jesus Reis

Vai ter que deixar os papeis cómicos para fazer um padre Salústio de encomenda e está muito bem dentro da batina. Está austero qb e o mais dificil é prender-lhe as mãos para não desatar à bolacha àquela gente. O breviário sempre ajuda, mas...

Sérgio Ferreira

Este novato vai ser noviço. Não aprendeu nada com o padre no que respeita a repentes austeros. Arrancar “aquela antigualha” das mãos do Plínio, sem pedir licença é um bico de obra. Questões de boa educação, levadas para o palco. Fazer o quê?














____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________






FAZ DE CONTA




É mesmo uma peça de “Faz de conta”.
A não ser que...
Bom, a não ser que não queiramos ver. Não queiramos ver a peça, ou que não sintamos o seu conteúdo. Mesmo assim vale a pena meditar nela.
Façamos de conta, que os bonecos que guardamos no sótão, os tais que fantasiamos quando éramos novos, tomam vida própria e querem agora brincar com o nosso neto.
Imaginemos uma avó, que pretende já não estar na idade de brincar com bonecos, os mesmos que a acompanharam na construção dos seus imaginários castelos onde habitavam princesas, palhaços e dragões.
São estes elementos que fazem o “Faz de Conta” e são eles que recordam à avó que “não há idade para a fantasia”
Um neto que aprende com os bonecos da avó, as coisas básicas esquecidas pelos humanos, uma avó que aprende com o neto, que na vida, seja qual for a sua extensão, vale sempre a pena “Fazer de conta”.
Eis, portanto, o tema central desta peça de Álvaro Romano, que vamos levar à cena no Dia Mundial dos Avós. Um musical como convém, interpretado por netinhos, que assim querem retribuir o amor e o carinho que os seus avós lhe concedem.













O ELENCO DO FAZ DE CONTA


Aqui estão os nossos actores juniores.

Tomás

O incrível Tomás faz o papel de Nico, o grande protagonista do “Faz de Conta” e que bem que ele faz.

 Ana Maria

O talento das Ferreira, aqui na pele de uma boneca concertista. E ela toca mesmo!


Miguel

O Miguel é o palhaço. Às vezes até fora do palco...



Beatriz

Uma “boneca de trapos”. Mágica! Fala com os olhos.

 Sofia

É a bailarina. Talvez não tenha herdado todo o ADN da mãe, mas tem estilo.

Mónica

Muito concentrada no seu papel de “Tam-Tam”, a bonequinha africana.


Tina

É a avózinha. Contagiante alegria dentro e fora do palco. 









 

Nos bastidores, temos ainda...

   Corinne

Entusiasmante coreógrafa. A pequenada adora-a e não é para menos.



Escutem uma das canções, criadas pelo talento da Helena Castro Ferreira, sobre as palavras de Álvaro Romano.